quarta-feira, 6 de maio de 2015

Campanha usa Tinder e alerta para violência contra a mulher.

Guilherme Dearo - da exame.com

Campanha no Tinder : alerta contra violência doméstica.

São Paulo - Uma nova campanha que alerta para a violência doméstica nos EUA chamou a atenção pelo meio criativo de passar mensagem.

O comercial da organização "Women in Distress" começa mostrando vários telejornais noticiando casos de homens que violentaram mulheres, a maioria maridos que bateram em suas companheiras.

Depois , informa um dado chocante: a cada nove segundos, uma mulher sofre abuso dentro de casa - ou seja, é agredida pelo parceiro.

Se o assunto envolve namorados, maridos e parceiros - a princípio homens de confiança - nada mais lógico que usar aplicativo Tinder para a campanha, onde justamente homens e mulheres estão procurando algum tipo de relacionamento ( e por alguém confiável).

A organização criou vários perfis fictícios de homens no aplicativo. Na primeira foto, parecem homens bonitos e confiáveis. Contudo, conforme a mulher que achava o perfil passava as fotos ( em cada perfil são até seis fotos), ela descobria um homem agressivo e violento.

Na última foto, a mensagem: "Don't let in get ugly" ( "Não espere a coisa ficar feia").

A ação visa alertar para a existência de homens que, mesmo legais, podem se tornar violentos rapidamente. Assim, a mulher deve procurar ajuda logo nos primeiros sinais de agressividade dentro de casa.

A campanha reuniu diversos feedbacks positivos. Uma das mulheres que achou um dos perfis escreveu: "Obrigada por fazer isso. Eu conheço essa realidade muito bem. Eu vivi isso."

Outra comentou: "Sim, meu pai abusava fisicamente da minha mãe. Então eu conheço um pouco sobre violência doméstica."

A ação sofreu algumas críticas, contudo. As fotos dos homens, "violentos" foram vistas como caricaturas demais e transparecem um homem "atuando" para parecer violento.

Além disso, campanhas do tipo em redes como o Tinder são consideradas inconvenientes, já que são "spam": os usuários não estão esperando por uma propaganda, sim pelo conteúdo específico do aplicativo.

A criação é dá The Bravo e da Y&R Miami.

Confira o vídeo:


(Fonte: http://exame.abril.com.br/)

terça-feira, 5 de maio de 2015

Europa cria grupo especial sobre violência contra mulher.

Violência contra a mulher: a missão do grupo é avaliar as medidas tomadas pelos governos para aplicar esse texto e garantir que as recomendações que estabeleça se cumpram.


Paris - O Conselho da Europa anunciou  nesta terça-feira a constituição de um grupo de especialistas, formado  por dez membros, cuja missão será fazer um acompanhamento dos casos para combater a violência contra as mulheres.

O Grupo de Especialistas sobre a Luta contra a Violência contra as Mulheres e contra a Violência Doméstica (GREVIO), eleito pelos 15 países (de 47 membros) que ratificaram o convênio, terá sua primeira reunião no meio do ano, explicou o Conselho da Europa em comunicado.

Sua missão é avaliar as medidas tomadas pelos governos para aplicar esse texto e garantir que as recomendações que estabeleça se cumpram.

O grupo se apoiará nos relatórios dos Estados , mas também em informações de ONGs e outros membros da sociedade civil. Além disso, terá competência para visitar os países para ter uma ideia real do que acontece.

"É hora de colocá-lo a toda prova, de garantir a aplicação do convênio", assinalou a secretária-geral adjunta da organização, Gabriella Battaini - Dragoni.


(fonte: http://exame.abril.com.br/)
Homens pelo fim da violência contra as mulheres.

A violência contra a mulher é entendida como qualquer ato ou conduta, que causa morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto público como privado. Este tipo de violência já é reconhecido pela própria ONU - Organização das Nações Unidas - como um grave problema de saúde pública.

Em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher.


A Lei n°11.340/2006 é conhecida por "Lei Maria da Penha", regulamenta os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Recebeu este nome em homenagem e uma mulher chamada Maria da Penha que tornou-se símbolo de um caso de violência doméstica contra mulher.

A Lei trouxe significativa alteração no tratamento dado anteriormente pelo Poder Judiciário aos agressores de mulheres no âmbito familiar. Na Lei consta a anulação de aplicação de penas como pagamento de multas ou cestas básica. Também possibilita à vítima tenha medidas de proteção de urgência, que acelera a solução do problema da mulher agredida e é realizado através da intervenção da autoridade policial. Estas medidas podem consistir até mesmo no afastamento imediato do agressor do lar. Antes da Lei Maria da Penha ser aprovada era as mulheres que costumavam sair refugiadas de casa.

O site www.homenspelofimdaviolencia.com.br, que fez parte da campanha nacional "Homens unidos pelo fim da violência contra as Mulheres"< trata-se de uma ferramenta eletrônica de coleta de assinaturas, cuja iniciativa foi uma resposta do Brasil à convocação do Secretário- Geral da Organização das Nações unidas (ONU), que lançou a campanha mundial " Unite To End Violence Against Women" a fim de mobilizar líderes nacionais, pelo fim da violência contra as mulheres.

Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não pediram ajuda. A vergonha, dependência emocional ou financeira do agressor são alguns dos principais motivos para este silêncio.

Os números de violência contra as mulheres são impressionantes. De acordo com a OMS, quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex. Pelo menos uma em cada três mulheres apanham, são violentadas ou forçadas a manter relação sexuais em algum momento de sua vida. No Brasil, uma mulher é espancada a cada 15 segundos. Na Inglaterra, por semana, duas mulheres são mortas pelos seus parceiros. No Egito, 35% dizem ter apanhado do marido. Na África do Sul, 147 mulheres são estupradas todos os dias. Na França, 25 mil mulheres são violentadas a cada ano. Nos estado Unidos, uma é estuprada a cada 90 segundos.


(Fonte: http://www.homenspelofimdaviolencia.com.br/)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Governo reúne deputadas para aprovar fundo de combate á violência contra mulher.

Marcelo Sperandio
28/04/2015



A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, prepara um mutirão feminino no Congresso. A ministra tem se reunido com deputadas federais com o objetivo de traçar um roteiro para pautar, e aprovar, projetos de lei que tratam dos direitos das mulheres. O primeiro deles é o PL 7371/2014, que cria o Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres. O projeto está pronto para ser apreciado pelo plenário. Esse fundo está previsto na Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006. A bancada de mulheres do PC do B é a principal aliada da ministra no Congresso.

(fonte:http://epoca.globo.com/)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Educadora critica incitação à violência contra mulher em Universidade.


Apresentação: Mara Régia

No Dia Internacional da Educação, Viva Maria se apressa em repudiar a atitude de um professor da PUC do Rio Grande do Sul, que teve a coragem de dar uma aula de machismo aos alunos do sétimo semestre de direito, na última quarta-feira. Em tom de  piada, em plena sala de aula, disse em alto e bom som que "leis são como as mulheres feitas para serem violadas".

E diante de tamanha incitação explícita ao estupro, ao invés de repúdio, acredite se puder, Maria, esse professor que, tudo indica é especialista em lições de misoginia, acabou de ser alvo de uma manifestação de desagravo de seus alunos. Na sexta-feira passada ele foi aplaudido pela turma.

Na ausência de palavras para traduzir nossa incredulidade e estarrecimento vamos ouvir a educadora Ana Lièse Thurler pesquisadora da Universidade de Brasília, professora de sociologia das relações sociais de gênero. Como cidadã do Rio Grande do Sul, como explicar tal atitude?

Viva Maria : Programete que aborda assuntos ligados aos direitos das mulheres e outros aspectos da questão de gênero. É publicado de segunda a sexta-feira.


(fonte:http://radioagencianacional.ebc.com.br)

Lei torna obrigatória notificação de casos de violência contra mulher em unidades de saúde.

PUBLICADO POR CHICO TERRA - 27/04/2015


O Governo do Amapá sancionou a lei 1.872, que autoriza a criação do procedimento de notificação compulsória de casos de violência contra a mulher, atendidos em estabelecimentos de saúde públicos e privados. A lei, de autoria do deputado estadual Antônio Furlan (PTB), será regulamentada em julho deste ano.

A notificação compulsória da violência contra a mulher será feita pelo profissional de saúde que realizar o atendimento, mediante o preenchimento da Ficha de Notificação/Investigação individual. Nela, obrigatoriamente, deverá constar a data de ocorrência do fato, notificação e encerramento; Estado e município da notificação; unidade de saúde; nome, qualificação e domicílio do paciente; presença ou não de gestação e classificação final.

O profissional irá preencher duas vias da notificação. Uma ficará na unidade de saúde que prestou o atendimento e a outra será encaminhada para a Vigilância Epidemiológica Municipal, que vai cadastrar os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

No caso de violência contra mulheres menores de 18 anos, uma cópia da notificação deverá ser encaminhada ao Conselho Tutelar. Com vítimas do sexo feminino com idade igual ou superior a 60 anos, uma via deverá ser entregue a autoridade policial, Ministério Público do Estado e conselhos Municipal, Estadual e Nacional do Idoso.

Semanalmente, os indicadores registrados no Sinan serão repassados á Secretaria do Estado da Saúde (Sesa). A pasta vai divulgar as notificações ocorridas no Amapá para o Ministério da Saúde.

A coordenadora do Centro de Atendimento a Mulher e a Família (Camuf), Patrícia Palheta, explica que a notificação é um importante instrumento no combate a violência contra a mulher. O Estado poderá se basear nos índices do Sinan para desenvolver ações voltadas à prevenção e assistência feminina.

"A lei 1.872 representa um avanço na política de atendimento às vítimas. Ela vai ajudar no trabalho do governo e da sociedade civil a combater a violência contra a mulher", destacou Patrícia.

A norma visa reforçar a lei federal 10.778/2003, que estabelece a notificação compulsória de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde pública ou privados. Assim como, fortalecer os direitos citados pelos estatutos da Criança e do Adolescente, e do Idoso.

O procedimento do notificação tem caráter sigiloso. E, segundo a lei, se considera violência o uso da força física ou do poder real de ameaça. contra si próprio, outra pessoa, um grupo ou comunidade.


(fonte:www.chicoterra.com)

LIBANESES CAMINHAM DE SALTOS ALTOS CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER

Mais de 200 homens se uniram na cidade de Beirute, capital do Líbano, para participar do "Walk a Mile in Her Shoes", projeto internacional que quer ampliar a conscientização sobre todas as formas de violência contra a mulher.

Foi a primeira vez que a iniciativa aconteceu em um país do Oriente Médio.

O evento, realizado no último domingo (26), juntou homens de todas as idades que percorreram uma milha (cerca de 1,6 km) usando sapatos de salto alto vermelhos.

O objetivo era relembrar a violência, o assédio e os estupros sofridos pelas mulheres diariamente no país. Os sapatos utilizados na caminhada puderam ser comprados em lojas específicas, que reverteram o dinheiro arrecadado em doações à organizações contra a violência e a exploração Kafa.

Além disso, os participantes também levaram cartazes e faixas com os dizeres "o silêncio esconde a violência com os saltos altos", entre outros.

O projeto "Walk a Mile in Her Shoes"- cujo nome é inspirado em uma expressão em inglês que significa colocar-se no lugar de alguém- foi criado em 2001 pelo norte-americano Frank Baird.

Desde então, vários países organizaram esse tipo de evento.

Com informações da Ansa Brasil.

(fonte:http://www.cbnfoz.com.br)