segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Friburgo, RJ, participa de campanha pelo fim da violência contra a mulher.

Ações na cidade começam no dia 2 de dezembro.
Palestras em diferentes bairros fazem parte da programação.

O Centro de referência da Mulher (Crem) de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, participará da campanha "16 dias de ativismo pelo fim da violência doméstica e familiar contra a mulher", entre os dias 2 e 9 de dezembro, dentro do período oficial da campanha, que terá início em 25 de novembro - Dia Internacional de Não Violência Contra a Mulher.

Essa campanha é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, que se posicionaram contrárias ao ditador Trujillo, ficando conhecidas como "Las Mariposas". Por isso, elas foram assassinadas em 1960, na República Dominicana.

Os 16 dias de ativismo acontecem atualmente em 159 países, e o dia 10 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos, é a sua culminância. de acordo com a coordenadora do Crem, Rosângela Cassano, esse ano, as atividades serão concentradas nos bairros Centro e Olaria, diante das estatísticas de atendimento de 2014, que demonstraram maior número de pessoas assistidas nesses bairros.

No dia 2, será realizada palestra no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) de conselheiro Paulino, ás 14h. No dia 3, a palestra será no Cras do Centro, á 10hs, e no Cras de São Lourenço, ás 14h. No dia 4, será realizada palestra no Cras de Olaria, ás 14h, e no dia 9 de dezembro, o Crem estará prestando esclarecimentos sobre os serviços que presta às mulheres , na Rodoviária de Integração, na Praça Getúlio Vargas, das 11h as 15h.

O período escolhido para a Campanha é bastante simbólico, já que se inicia no dia 25 de novembro- declarado como Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres - e termina no dia 10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos. Desta forma, é feita uma vinculação entre a luta pela não violência contra as mulheres e a defesa dos direitos humanos.

Hoje, 159 países desenvolvem esta Campanha. No Brasil, a campanha é realizada desde 2003 por meio de ações de mobilização e esclarecimento sobre o tema. Uma das ações mais significativas da campanha acontece no dia 6 de dezembro, proclamado como Dia da Mobilização de Homens pelo Fim da Violência contra a mulher.

Esse dia lembra o massacre de 14 mulheres , estudantes de engenharia da Escola Politécnica de Montreal - Canadá - praticado em 1989, por um homem que discordava que mulheres pudessem ter acesso a cursos de engenharia. "Nessa data, são distribuídos laços brancos aos homens para que, ao aceitar usá-los, eles se posicionem contra todas as formas de violência contra a mulher", afirma Rosângela.

Em Nova Friburgo, o Crem é o espaço de atendimento psicológico, social e jurídico à mulher em situação de violência. É responsável por articular os serviços que, direta ou indiretamente, contribuem para o fortalecimento da mulher.


fonte: (www.g1.globo.com)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

PL 2.0- Aplicativo para coibir a violência contra a mulher.

Em evento promovido sexta-feira (22) pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) para comemorar os oito anos da lei Maria da Penha abrangeu também o lançamento do projeto "A tecnologia a Serviço do Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher".

A iniciativa destacou a criação de um aplicativo que pode ser instalado em smartphone com sistema Android e que, conectado a uma rede de pessoas e entidades públicas e privadas, atua em tempo real, instantaneamente, no socorro a mulheres vítimas de violência. O programa já funciona no Rio Grande do Sul, em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado.

Realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, o encontro foi aberto pela coordenadora da Comesp, desembargadora Angélica de Maria Mello de Almeida, quie ressaltou a frequência com o que ocorre casos de violência contra a mulher, nem sempre comunicados. "Temos a convicção de que as paredes das casas abafam as vozes das mulheres, que são submetidas às mais variadas formas de violência", disse. "O temas exige atuação conjunta entre Poder Judiciário , órgão públicos e entidades privadas não governamentais que atuam nessa luta. A Comesp sente-se honrada e privilegiada, através das juízas e desembargadoras que a compõem, em poder atuar com entidades como Geledés-Instituto da Mulher Negra e a Themis-GÊnero, Justiça e Cidadania", disse.

Na mesma linhas , a vice-coordenadora da Comesp, desembargadora Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida, falou do orgulho que sentiu quando foi convidada a participar da Coordenadoria, destacando o empenho do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Renato Nalini, pelo apoio dado à causa da violência contra a mulher.

A juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante, titular da Vara do Foro Central da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, lembrou os oito anos de existência da Lei Maria da Penha, completados no dia 7 de Agosto, e os avanços obtidos desde então. entre eles destacou alguns desafios postos e enfrentados, como a crescente interlocução entre Poder Judiciário e demais segmentos da sociedade.

Outra mostra é a adoção de políticas de combate á violência contra a mulher nas esferas municipal, estadual e federal, além da fiscalização das medidas adotadas pelo Poder Público, graças á atuação conjunta de Judiciário e Ministério Público, em parceria com entidades privadas e organizações não governamentais. "Prova disso também é o lançamento do projeto que estamos assistindo hoje", completou.

Também integrante da Comesp, a juíza Maria Domitila Manssur Domingos falou da árdua jornada de trabalho das mulheres. Ela também fez questão de lembrar o empenho do presidente Nalini na criação de novas varas e no melhoramento da estrutura para abrigar novos juízos de Violência doméstica e familiar contra a Mulher.

A coordenadora executiva do Geledés-Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro, revelou números que demostram a posição negativa ocupada pelo Brasil no ranking de mulheres mortas anualmente vítimas da violência. A advogada e presidente da Themis-Gênero, Justiça e Cidadania, Denise Dora, falou da experiência do aplicativo PLP 2.0 no Rio Grande do Sul e da troca de ideias entre pessoas e entidades a partir do caminho construído com a aprovação da Lei Maria da Penha. Denise disse que o objetivo do aplicativo é fazer com que as mulheres em atuação de risco não estejam sozinhas, mas ligadas quase que instantaneamente a uma rede de pessoas e entidades públicas e privadas que atuam no combate á violência praticada contra elas. O criador do aplicativo, Daniel Dora, fez rápida demonstração de como, em poucos segundos, o instrumento pode beneficiar as mulheres ameaçadas.

O webdesigner Antonio Carlos Santos Filho falou do site criado por ele, o www.plp2.0.org.br, que vai atuar conjuntamente ao aplicativo, fornecendo informações a respeito de entidades públicas e privadas que atuam no combate á violência contra a mulher.

O evento foi encerrado pela desembargadora Angélica de Almeida, que se disse encantada com o projeto. "O Tribunal de Justiça de São Paulo se sente feliz em poder participar de uma iniciativa de tamanha envergadura".

A mesa dos trabalhos foi formada pelas desembargadoras Angélica de Almeida e Maria de lourdes Rachid Vaz de Almeida e as juízas Eaine Cristina Monteiro Cavalcante e Maria Domitila Manssur Domingos, todas integrantes da Comesp; pela juíza diretora do Complexo Judiciário ministro Mário Guimarães ( Fórum Criminal da Barra Funda) Maria de Fátima dos Santos Gomes Muniz de Oliveira; pela presidente do Comitê de Ação Social e Cidadania do Tribunal de Justiça (CASC), Maria Luiza de Freitas Nalini; representantes do Geledês-Instituto da Muher Negra e da Themis-Gênero, Jusitça e Cidadania e o juiz da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Região Leste 2, Caio Moscariello Rodrigues.

Também prestigiaram o encontro o secretário da Área da Saúde (SAS) do Tribunal, Tarcísio dos Santos;a juíza do Trabalho Mylene Pereira ramos; as promotoras de Justiça do Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), Valéria Scarance e Silvia Charquiam; a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Dulcelina Xavier; a presidente da Comissão de Mulher Advogada da OAB/SP, Kátia Boulos; magistrados, integrantes do Ministério Público e da advocacia, defensores públicos e servidores.

Sobre o Aplicativo:

1. O PLP 2.0 funciona inicialmente somente para Android
2. É a primeira fase do Aplicativo
3. Criar uma rede particular de proteção e permite cadastrar 5 telefones em minha rede de proteção.
4. Configure o tempo do alarme
5. Agite seu telefone para enviar o pedido de socorro.
6. E aguarde novas atualizações.







Fonte: ( http://www.geledes.org.br)


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Segundo OMS, violência contra a mulher vira um epidemia.

Ceará Agora  Editorial Alerta Geral  novembro 24, 2014


Agressões dentro e fora de casa. Desrespeito de companheiros e, muitas vezes, dos próprios filhos. Desamparo do poder público e da família. Tem sido, assim, a rotina de milhões de mulheres vítimas da violência. Tem sido, assim, o dia-a dia de milhões de brasileiras. De milhares de mulheres cearenses que aparecem, mais uma vez, como vítima de casos de violência que chocam, geram traumas e sacrifícios. Os abusos contra as mulheres estão retratados em uma pesquisa divulgada, nesse final de semana, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS faz um alerta mundial que esse tipo de violência se transformou em uma epidemia e alerta para a necessidade desses casos serem tratados mais como questão de saúde pública e menos como casos de polícia. A pesquisa aponta que duas em cada três mulheres são vítimas frequentes da violência no próprio lar e de abusos sexuais. Os dados desse levantamento revelam, ainda, que mesmo com todos os mecanismos adotados para inibir esse tipo de agressão, como, por exemplo, no Brasil, como o avanço da lei Maria da Penha, a ampliação do número de delegacias especializadas, as mulheres continuam sofrendo discriminação, preconceito, agressões verbais, físicas e morais. Na maioria dos casos, o mais lastimável: a agressão acontece dentro de casa.

fonte:(http://www.cearaagora.com.br )


Recife participa de campanha pelo fim da violência contra a mulher.

Do NE10

"Ser feliz. Eu vou. É meu direito". É este o nome da nova campanha pelo fim da violência doméstica e sexista contra a mulher, lançada pela Prefeitura do Recife (PCR) em comemoração ao movimento internacional de "16 dias de ativismo", que acontece de 25 de Novembro a 10 de Dezembro.

De acordo com a Secretaria da Mulher, o evento reforça o compromisso na construção de uma cidade igualitária. O objetivo é incentivar a denúncia dos crimes , através do "Liga, mulher", do Centro de Referência Clarice Lispector, localizado no Centro do Recife, especializado em orientar mulheres em situação de violência. A ligação é gratuita eo serviço funciona todos os dias, inclusive fins de semana, das 7h ás 19h.

A campanha, que será lançada nesta terça-feira (25), será veiculada em outdoors e painéis de LED pelo Recife e nas redes sociais da PCR. Durante 16 dias, uma personagem chamada Socorro divulgará os eventos e ações promovidos na página do Facebook do órgão municipal.

No evento, será lançado o livro "Reconstruindo vidas: mulheres que romperam a violência doméstica", que retrata a história de dez recifenses que passaram por diversos tipos de violência (sexual, patrimonial, doméstica) e o relato de profissionais que lidam com o assunto.

MOVIMENTO- A campanha de 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher começou em 1991, por iniciativa do Centro de Liderança Global de Mulheres. Mais de 150 países participam , e esta tornou-se uma das mais importantes estratégias de mobilização e sensibilização da sociedade.


(fonte:http://noticias.ne10.uol.com.br/ )

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Universidade e violência contra as mulheres: Vamos falar sério?

As mulheres já são maioria nas universidades brasileiras.
Combater o machismo no ambiente acadêmico, contudo, segue sendo um desafio. As noticias de violência contra as estudantes dentro das instituições de ensino têm se multiplicado.

Por Virgínia Barros*, para o Portal Vermelho.


A USP, por exemplo, maior instituição pública do país, tem sido espaço de muitas denúncias. Em setembro deste ano, uma estudante da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) denunciou uma tentativa de estupro. Ela vinha recebendo bilhetinhos anônimos e foi abordada com violência no estacionamento por um homem que não conseguiu identificar. Ela só conseguiu escapar porque acionou a buzina do carro insistentemente.

Recentemente, chamou a atenção de todo o país uma audiência da Assembleia Legislativa de São Paulo em que duas jovens afirmaram terem sido estupradas em festas organizadas por veteranos de medicina da principal universidade paulista. Em decorrência destas denúncias, foi aberto um inquérito pelo Ministério Público Estadual para investigar casos de violência sexual e agressão às mulheres e homossexuais da Faculdade de Medicina da USP.

Além do trauma, medo e vergonha- a culpabilização das vítimas é frequente- as mulheres que sofrem violência sexual têm dificuldades de encontrar testemunhas. Não existem estatísticas sobre o tema em universidades brasileiras, mas os casos se repetem em agressões cometidas pelos próprios estudantes e por pessoas de fora da instituição, que entram no campus por falta de segurança. As universidades, portanto, também são responsáveis.

Nos Estados Unidos, em maio, o Departamento de Educação divulgou uma relação de 55 universidades e faculdades norte- americanas investigadas por suspeita de não cumprirem a lei ao lidar com denúncias de violência, abuso sexual ou assédio sexual. A lista inclui universidades mundialmente famosas, como a Faculdade de Direito de Harvard College, assim como as universidades de Berkeley, Princeton, entre outras.

Há alguns meses, uma estudante da universidade de Columbia desfilou pela faculdade com o colchão onde sofreu violência sexual dentro da instituição para chamar a  atenção para o caso, depois que a direção da universidade considerou inocente o acusado, um colega de quarto da estudante.

Muitos consideram uma "epidemia" o número de agressões sexuais nos campi. Nos EUA, segundo dados das próprias universidades, uma em cada cinco estudantes já foi atacada, mas só 12% denunciaram. Na Califórnia, existe uma lei inédita que obriga todas as faculdades a terem um política contra agressões sexuais- e as universidades que se negam podem deixar de ganhar repasses de verbas do governo. Algumas já adotaram medidas para orientar os estudantes de que os espectadores têm o poder e o dever de intervir em situações que podem vitimar as mulheres.

Nota-se, portanto, que este não é um problema exclusivo do nosso país, mas o reflexo da cultura machista que prevalece na sociedade contemporânea. Nós, mulheres, conquistamos o direito de trabalhar fora de casa, mas ainda recebemos salários inferiores ao dos homens. Chegamos à chefia de grandes empresas e postos políticos importantes, inclusive na presidência da República, mas ainda sofremos com estereótipos que ridicularizam nossa presença nos espaços de poder. Tornamo-nos maioria na universidade, mas ainda carecemos de políticas de permanência, saúde e segurança que se voltem especificamente para as mulheres.

Todos devem ter consciência de que zelar pela integridade das estudantes deve ser papel da instituição, dos homens e das mulheres dentro das universidades.Combater o machismo com atitudes diárias, seja no dia-a dia das aulas ou em festas e ambientes de descontração, é o caminho para que as mulheres não se sintam ameaçadas. Por isso é necessário que se ampliem em âmbito nacional as delegacias de proteção à mulher e as punições aos agressores. No contexto das universidades, precisamos criar órgão específicos que sejam responsáveis pela apuração de todos os casos e pelo amparo psicológico às estudantes vitimadas.

A segurança dentro dos campi é assunto frequente na reivindicação do movimento estudantil. É preciso uma solução séria e eficiente para o tema: nem a truculência da Polícia Militar, nem a inanição da guarda patrimonial. Queremos acender o debate sobre o retorno da guarda universitária aos quadros da universidade, para que haja um corpo de segurança especialmente treinado para este ambiente e que possa assegurar a defesa social da comunidade acadêmica.

Precisamos também melhorar a infraestrutura do campus: ocupar com inteligência e segurança os espaços e reforçar o sistema de iluminação para os estudantes que estudam à noite. Avançar nas politicas de assistência estudantil para melhorar as condições de vida e aprendizado de todos os estudantes também é fundamental, com creches e assistência médica e psicológica inserida nos planejamentos das instituições.

O movimento estudantil se mantém na linha de frente do combate a qualquer tipo de opressão contra as mulheres: somente na luta cotidiana contra o machismo poderemos mudar essa realidade de medo e violência e construir uma sociedade igualitária e fraterna, onde todos e todas possam viver plenamente a sua diversidade.


Fonte: (http://www.vermelho.org.br/)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Paraíba lança atendimento à violência contra mulheres.




O Governo do Estado lança, nesta quarta-feira (29), às 19h, o Sistema de Informação de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual durante o Seminário Estadual - Implementação da Lei Maria da Penha na Paraíba: Uma ação coletiva, que acontecerá até sexta-feira (31), no Hotel Verde Green, em João Pessoa. O evento é uma realizaçãodo Governo do Estado, por meio dasSecretarias de Estado da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba (Semdh) e da Segurança e Defesa Social (Seds), e da Delegação da União Europeia no Brasil.

A abertura do seminário contará com as presenças da secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares; do secretário de Estado de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima; da delegada da Mulher de João Pessoa, Maísa Félix; e da assessora do Programa de Cooperação-Delegação da União Europeia no Brasil, Ana Almeida.

O Sistema de Informação a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual registrará todos os atendimentos de violência doméstica e sexual feito portodos os órgãos e organizações que atuam na Rede de Atenção às mulheres vítimas de violência na Paraíba. “Estamos visando à interiorização e uniformização do atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. Vamos monitorar os dados e ter um acompanhamento das informações para formulação de políticas específicas”, disse Gilberta Soares.

No evento serão capacitados delegados e policiais civis de 40 municípios onde não funcionam delegacias especializadas para fazer o atendimento de mulheres em situação de violência. Cada delegacia receberá computadores com o programa de Sistema de Informação instalado.

Segundo a secretária Gilberta Soares, a parceria com a Delegação da União Europeia no Brasil proporcionou a entrega de computadores com o sistema de informação produzido e já instalado pela Codata. “Estaremos entregando os computadores amanhã e vamos capacitar delegados e policiais de 40 cidades onde foram registrados homicídios de mulheres e não funcionam delegacias especializadas. A capacitação é uma das normativas da Lei Maria da Penha, que prevê que o atendimento possa ser feito em qualquer delegacia e só em casos de urgência encaminhado para delegacias especializadas”, disse.

A parceria do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana e da Secretaria de Segurança e Defesa Social, com a Delegação da União Europeia no Brasil foi incentivada pela Cunhã Coletivo Feminista e busca fortalecer as ações de interiorização da aplicação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) com os operadores da Segurança e Justiça.

Programação

29 de outubro de 2014 – Quarta-feira

Mesa de Abertura

20h – Conferência de Abertura – Violência contra as Mulheres: Uma questão de Gênero

Conferencista: Joyce Borges

Coquetel

30 de outubro de 2014 – Quinta-feira

8h – Apresentação da parceria entre Governo do Estado da Paraíba e a Delegação da União Europeia no Brasil - Compromissos e competências.

Gilberta Santos Soares - Secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana

Delegada Maisa Felix Ribeiro de Araújo (Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social)

Ana Almeida – Assessora do Programa de Cooperação- Delegação da União Europeia no Brasil

9h – Mesa: Sistema Estadual de Atendimento à Violência Contra as Mulheres

Coordenação da Mesa - Anadilza Maria Paiva Ferreira – Cunhã Coletivo Feminista

- Importância da Informação para o enfrentamento da violência contra as Mulheres – Profa.Dra. Gisele Rocha Côrtes– Departamento de Ciência da Informação - CCSA/UFPB

- Lançamento do Sistema de Atendimento à Violência contra as Mulheres – Codata e

Semdh

14h - Mesa Redonda - Competência dos órgãos na aplicação da Lei Maria Penha: Ação em Rede

Coordenação da Mesa: Nézia Gomes - Secretária Executiva da Mulher e da Diversidade Humana

Tribunal de Justiça

- Juíza Rita de Cássia Andrade – Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a

Mulher do Tribunal de Justiça da Paraíba

Ministério Público

- Promotora Erica Canuto Veras – Núcleo de Apoio a Mulher Vítima da Violência

Doméstica e Familiar (Namvid) MPE-RN

- Promotora Rosane Maria Araújo de Oliveira – Promotoria de Justiça de Defesa da

Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar – MPE - PB

Defensoria Pública

- Defensora Elizabeth das Chagas Souza – Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Ceará

- Defensora Maria de Fátima Marques – Gerente Operacional de Atendimento da

Defensoria Pública da Paraíba

Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana

- Joelma Medeiros Silvestre – Casa Abrigo Estadual Aryane Thais da Paraíba

Rede Estadual de Atenção às Mulheres e Adolescentes Vítimas de Violência (Reamcav)

- Anadilza Maria Paiva Ferreira – Cunhã Coletivo Feminista

16h45 – Debate


31 de outubro de 2014 – Sexta-feira


8h – Mesa temática: Diretrizes do atendimento às vítimas de violência doméstica e sexual nas delegacias de polícia

Coordenação – DPC Hertha França Costa

Expositoras: DPC Lenise Valentim – Coordenadora das DEAMS/PE

- DPC Maisa Felix – Coordenadora das DEAMS/PB

9h – Debate

10h– Apresentação de simulação do atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência doméstica em Delegacia de Polícia

DPC Patrícia Fernandes Forny e DPC Tâmara Lenine Xavier Lucena

10h20 - Debate

11h - Definição das DEAMS de referência para suporte às demais delegacias no atendimento aos casos de Lei Maria da Penha

DPC Maisa Felix Araújo – Coordenação das DEAM/PB

Coordenação - Elinaide Alves de Carvalho – Gerencia Executiva de Equidade de

Gênero/Semdh

13h - Encerramento


Secom-PB

(fonte:http://www.pbagora.com.br/)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Violência Contra a Mulher é uma Epidemia Mundial.

Por: Marco Antônio Araújo.


A Idade Média continua vigorando no planeta Terra. Em pleno século XXI, somos obrigados a conviver com uma mentalidade que remete a humanidade ao seu período mais violento, ignorante e sombrio. Nesse pesadelo que se recusa a acabar, as mulheres continuam a ser vítima preferencial. Aqui ou alhures.

"Ela teve o que mereceu". A frase graciosa foi proferida, em tom convicto, pelo lutador americano de MMA War Machine, para justificar a agressão, criminosa e, pricipalmente, covarde contra sua ex, a atriz pornô Christy Mack. O motivo não poderia ser mais torpe: ciúmes. O cara acredita realmente que a moça é propriedade dele.

Mesmo preso, o troglodita não demostra arrependimentos. Em carta escrita a um amigo, divagou que, no Texas, poderia ater atirado nela e em seu atual namorado, que sairia ileso, pois naquele Estado ainda sobrevive a figura jurídica abjeta do "crime passional". Um cretino consumado.

Antes fosse um caso isolado, a ser tratado com desprezo por pessoas esclarecidas e civilizadas. Mas sabemos que essa mentalidade impera em todas as sociedades, e, aqui no Brasil, com folga. Uma país que, mesmo tendo uma Lei Maria da Penha, convive diariamente com mulheres sendo espancadas, humilhadas e subtraídas de seu direito básico à integridade física.

Há muito isso deixou de ser uma mera questão cultural. É, na, verdade, uma epidemia que ataca homens desprovidos de caráter e da míni,a decência moral. Abdicam da masculinidade e deixam de ser homens quando preferem agir, deliberadamente, como animais em estado bruto. Precisamos ser duros e impiedosos com os vermes que insistem em tratar suas companheiras como objetos ou escravas. E mais firmes com aquelas mulheres que se submetem a esse tratamento indigno, sem se rebelar.

Claro que não é fácil se libertar do opressor, principalmente quando ele dorme ao seu lado. Mas a ninguém pode ser dada a opção de condenar o ser humano a viver nas trevas. Nessa briga, todos temos a obrigação de meter a colher.

fonte:( http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador)